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Evento

"Da Água ao Jardim" no Museu Nacional do Azulejo

"Da Água ao Jardim" no Museu Nacional do Azulejo
Exposição sobre o contributo de mulheres artistas na cerâmica dos últimos 70 anos.

"Da Água ao Jardim", da autoria de Ania Gabriel Abrantes, é uma das obras em destaque na exposição "Territórios desconhecidos. A criatividade das Mulheres na cerâmica moderna e contemporânea portuguesa (1950-2020)", no Museu Nacional do Azulejo (MNAz).

Vencedor do 1º lugar no Concurso de ideias "Da Concepção à Produção’ de revestimentos cerâmicos em espaços públicos, promovido pela Câmara Municipal de Aveiro, o projeto "Da Água ao Jardim" encontra-se instalado no Túnel do Barreiro Jurássico, em Aveiro, desde 2011, ocupando uma área de revestimento de 520 m2, com 19 125 peças cerâmicas produzidas pela Revigrés.

A proposta para o revestimento cerâmico das paredes do túnel do Barreiro foi buscar a sua inspiração à sua localização relativa no centro da cidade. Esta passagem sob a linha de caminho de ferro constitui uma ligação entre uma área da cidade dominada pela presença da ria, na zona da Fonte Nova, e uma área da cidade dominada pela presença de espaço verde extenso, a nascente deste eixo.

Assim, afirma-se o princípio de uma ligação, de uma passagem delimitada entre dois locais, entre a água e o jardim.

Na altura, as dimensões do túnel e a sua proporção física e visual, convidavam a uma intervenção estética que contribuísse para a humanização deste espaço, trazendo cor, luminosidade e adequação da escala a este espaço público.

Neste sentido, a proposta contempla uma composição gráfica que parte do círculo com figura geométrica principal, numa variação de dimensão dentro do quadrado que é o próprio azulejo, respeitando a sua forma e a matriz do seu conjunto.

Propõe-se uma sensação ilusória de movimento, de cinetismo vibrátil conseguido através do jogo de duas formas e exponenciado pelo uso de três cores, num gradiente entre azul, branco e verde, retratando as duas áreas que são ligadas pelo túnel e adequando a representação ao reduzido tempo de visualização e à distância e ao movimento do observador. Da água ao jardim, um gesto de ligação e de movimento.

No MNAz, a exposição "Territórios desconhecidos. A criatividade das Mulheres na cerâmica moderna e contemporânea portuguesa (1950-2020)" reúne ainda trabalhos de artistas como Maria Keil, Vieira da Silva, Estrela Faria, Maria Emília Araújo, Joana Vasconcelos e Rita e Catarina Almada Negreiros, entre outra.

De acordo com o MNAz, a iniciativa pretende dar "visibilidade e protagonismo a uma herança desvalorizada e esquecida, mas que se sabe ser importante, de qualidade e insuspeitamente vasta".

Publicado por Revigrés

10 de dezembro de 2021

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